Perfil de consumo de energia elétrica de Maringá

O Estado do Paraná possui um excedente de energia hidrelétrica de mais de 10 mil gigawates/ano, o que permite à COPEL (www.copel.com) – Distribuidora Estadual, atender a qualquer nova demanda em Maringá e na Região. Além disso, é a única cidade do Paraná totalmente servida por rede de distribuição protegida (redes compactas), o que proporciona elevada confiabilidade e qualidade no suprimento.
A cidade de Maringá possui 605 km de rede de distribuição urbana em 13,8 kV, totalmente transformados em rede de distribuição compacta, uma nova tecnologia utilizada pela COPEL, e conta com 1.050 km de rede de distribuição urbana em baixa tensão (127/220V). Essa tecnologia também é aplicada na construção de redes de distribuição dos Parques Industriais de Maringá, assegurando maior confiabilidade na continuidade do fornecimento de energia elétrica, contribuindo para maior produtividade e redução de perdas por descontinuidade do processo produtivo, ocasionadas pela interrupção no fornecimento de energia elétrica.
Três subestações da COPEL, estrategicamente localizadas, atendem a demanda de energia elétrica de Maringá, possibilitando alternativas de fornecimento em caso de emergência.
Atualmente, toda a expansão de rede de distribuição na área urbana de Maringá é feita com a utilização da tecnologia de redes compactas. Com essa tecnologia, a COPEL garante fornecimento de energia com qualidade a seus consumidores.
Nos últimos anos, com o crescente interesse da população em preservar o meio ambiente e incrementar a arborização urbana, aumentaram os problemas enfrentados pelas concessionárias para manter os índices de confiabilidade dos sistemas elétricos dentro de valores compatíveis com o crescente nível de exigência da tecnologia e da própria população consumidora deste insumo.
As árvores e as redes de distribuição urbana disputam o mesmo espaço e essa realidade obriga a realização de podas com mais frequencia, para adequar a qualidade do fornecimento aos padrões requeridos pelos modernos equipamentos informatizados, cada vez mais comuns nos processos industriais e comerciais.
Entretanto, isso não deve ser entendido como uma incompatibilidade entre o homem e a natureza, mas sim como uma interação necessária e consciente. O que se faz necessário é a modernização dos padrões utilizados na construção de redes elétricas que permitam o equilíbrio das novas condições ambientais.
Motivadas para a preservação ecológica, a concessionária e a prefeitura municipal buscam continuamente novas alternativas para garantir serviços adequados e respeito ao meio ambiente. Neste sentido é que se destaca a experiência realizada na cidade, fruto de uma parceria vitoriosa entre COPEL e Prefeitura Municipal de Maringá. Este processo culminou com a transformação pioneira de toda rede de distribuição urbana convencional em um novo sistema que, além de preservar o meio ambiente, atende à crescente exigência da qualidade dos serviços demandada pelo consumidor. Este fato possibilitou que a qualidade do fornecimento de energia elétrica aos consumidores da cidade de Maringá tivesse uma melhoria significativa.
Tal condição pode ser comprovada pelo acompanhamento dos indicadores que medem a continuidade do fornecimento (FEC), que representou um ganho de 82%, e a duração média das interrupções (DEC), que representou um ganho de 84%, se comparados os períodos anterior e posterior à implantação das redes compactas. A análise destes indicadores demonstra o diferencial competitivo que representa a qualidade do fornecimento de energia elétrica na cidade de Maringá, principalmente para as indústrias cujos processos de produção são muito sensíveis à continuidade e qualidade do fornecimento.
A rede compacta protegida é um sistema de distribuição de energia elétrica aéreo, Composto, basicamente, de três condutores cobertos por uma camada de polietileno reticulado-XLPE, sustentados por um cabo mensageiro de aço, através de espaçadores de material isolante plástico (polímero). Ao contrário da rede aérea convencional, constituída de cabos nus, onde os cabos são dispostos lado a lado, horizontalmente, os da rede compacta distribuem-se em forma triangular e, por serem protegidos, os espaçamentos são menores, reduzindo, desta forma e substancialmente, a área de poda das árvores. Além dos imensos ganhos ambientais e urbanísticos esse sistema proporciona significativa redução nas oscilações de tensão, proporcionando uma oferta adequada para indústrias que operam equipamentos de alta sensibilidade.
Com a entrada em operação da nova subestação, totalmente abrigada, localizada no Jardim Novo Horizonte, a disponibilidade de energia elétrica em Maringá encontra-se numa condição privilegiada, atendendo às necessidades de expansão da cidade.

Dados da Subestações COPEL de Maringá (Abril/2.003)
A Subestação Novo Horizonte, em operação desde novembro/2.000, foi projetada utilizando uma nova tecnologia que permitiu a sua construção de forma totalmente abrigada, proporcionando maior segurança, mas apoiada numa arquitetura e visual harmonizados com as construções urbanas existentes.
As subestações da COPEL são automatizadas com a monitoração e controle em tempo real, através de equipamentos localizados no Centro de Operações, na sede regional de distribuição, de onde são comandadas as operações do sistema elétrico.
Maringá pertence ao Anel de Integração Rodoviário, um sistema de rodovias que interliga os principais centros regionais do Paraná aos grandes centros nacionais e do Mercosul. As rodovias apresentam boas condições de tráfego e há projeto de ampliação da extensão de pistas duplas a ser executado pelas empresas concessionárias.
Trechos tidos como prioritários para duplicação:
Além do sistema viário interligado, o Anel constitui-se na base territorial para o planejamento estratégico para receber toda infra-estrutura necessária ao desenvolvimento industrial.

Maringá dispõe de transporte ferroviário, energia e telecomunicação - infovia paranaense e rede de fibra óptica da Embratel - Porto Seco, terminais de carga, silos e armazéns. Faz parte do planejamento integrar também o município à rede de gás natural e de hidrovias, por meio de execução de Hidrovia do Ivaí, por sua vez integrada no sistema Tietê-Bacia do Prata.
A conexão do Anel de Integração com o Sistema Viário do Mercosul acaba revelando a posição estratégica de Maringá em relação ao Mercosul, pois a coloca numa posição que representa, por exemplo, a menor distância entre os principais mercados da Argentina – Buenos Aires, Rosário e Córdoba – e do Paraguai (Assunção) e os grandes mercados brasileiros representados por São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
No esquema a seguir constam as principais vias de ligação de Maringá com o sistema viário.

Quanto ao Sistema de Transportes, a cidade dispõe de grande experiência, tradição e capacidade instalada. Contando com 550 empresas do setor, pode oferecer as mais diversas modalidades de transporte, tais como produtos frigoríficos, cargas fracionadas, granel líquido e sólido, produtos químicos e petroquímicos, combustíveis, contêineres, transporte pesado e transporte de valor.

O transporte intermunicipal, interestadual e internacional de passageiros é atendido por 25 empresas:
A partir de Maringá, é possível se deslocar para os principais centros urbanos do País e dos países do Mercosul. O terminal de passageiros é amplo, moderno e confortável. Conta com estacionamento coberto, 34 plataformas para embarque e desembarque de passageiros e 14 vagas para chegada e saída de passageiros, mais 126 vagas de estacionamento e área especial de carga e descarga de mercadorias e para transporte coletivo.
Coletivo
O transporte coletivo funciona como sistema integrado, no qual é demandada somente uma tarifa desde o ingresso no ônibus até o destino final do passageiro. No centro da cidade há um terminal de passageiros de onde partem e chegam coletivos para e de 43 pontos de destino final ou de partida. O sistema de tíquetes eletrônicos dispensa o passageiro de transitar pelo terminal, podendo ele mesmo escolher o seu melhor roteiro com tarifa única.
O sistema é operado pela empresa TCCC – Transporte Coletivo Cidade Canção. A qualidade do transporte coletivo de Maringá tem certificação ISO 9000.
Além do transporte coletivo urbano, a cidade dispõe de um sistema de transporte coletivo metropolitano que interliga as cidades da região metropolitana de Maringá. Um terminal específico, também localizado na região central da cidade, garante a operacionalização do sistema. Além deste terminal, as linhas atingem, também, os principais bairros da cidade. Os serviços são executados por cinco concessionárias: Viação Garcia Ltda., Cidade Verde Transporte Rodoviário Ltda., Expresso Maringá Ltda., Viação Planeta e Viação Real.
Para o transporte individual, via automóvel e motocicleta, Maringá é toda cortada por amplas ruas e avenidas, com sinalização vertical (placas), horizontal (pintura no piso) e semafórica. No centro da cidade o estacionamento é regulamentado através do Sistema EsTar, que assegura o rodízio de vagas. Os conjuntos semafóricos da região central e das principais vias utilizam o sistema ciclovisual, desenvolvido por um inventor da cidade. Permite ao motorista maior informação e domínio sobre o tempo livre e/ou de espera. O sistema é sincronizado e os controladores semafóricos são eletrônicos, de última geração, possibilitando os mais variados planos de tráfego, além de terem tripla segurança para o verde coincidente. Os semáforos são ligados ao CTA – Centro de Tráfego em Área – que controla simultaneamente todos os semáforos de área, por meio da geração dinâmica de planos. O CTA pode também apontar ao operador toda e qualquer pane no sistema ou identificar lâmpada queimada na rede, proporcionando rápida manutenção. A alimentação de dados permanentes e estatísticos ao CTA – (fluxo de veículos, engarrafamentos, problemas de movimentação) é captada na pista de rolamento por detectores colocados em pontos estratégicos e de lá enviadas em tempo real à central que, imediatamente, gera novos planos de tráfego para resolver os problemas apresentados pelos detectores. A fiscalização de velocidade no trânsito é feita eletronicamente e as infrações registradas por fotos.
Cidade de relevo em grande parte plano, que favorece a circulação de bicicletas, Maringá conta com uma rede de ciclovias que soma 17,0 mil metros de extensão. Os trabalhadores são os que mais se beneficiam dessa estrutura que está presente às margens da PR-317, desde o seu início até a divisa com o município de Paiçandu, estendendo-se ao longo de 4,6 mil metros, e também correndo paralela à Avenida Colombo, num trecho de 1,5 mil metros a partir do cruzamento desta com a Avenida Guaiapó, seguindo até o trevo que dá acesso ao Contorno Sul, na saída para o município de Sarandi. A movimentada Av. Pedro Taques, que atravessa o populoso Jardim Alvorada, é outra artéria servida pela ciclovia que, neste caso, foi construída no canteiro central da via, com duas pistas e sinalização apropriada, conferindo toda segurança aos usuários numa extensão de 3,9 km do centro ao bairro.
Aeroporto Regional de Maringá
A construção do Aeroporto Regional de Maringá teve início em outubro de 1994 e foi concluída em julho de 2000, mas o Aeroporto iniciou suas atividades em abril de 2001.
A pista de 2100 metros de comprimento permite pousos e decolagens de aeronaves de grande porte, como os Boeing 737-800. Tem 45 m de largura, é pavimentada com revestimento asfáltico, e, em cada extremidade da pista, há uma cabeceira de concreto com 60 m de comprimento por 45 m de largura. As pistas de taxiamento de aeronaves somam 1.100 m de comprimento por 23 m de largura e o pátio de estacionamento de aeronaves tem 160 x 124 m, totalizando 19.840 m2, em concreto.
| Comprimento da Pista | 2.100 m |
| Altitude | 1788 Pés |
| Largura da Pista | 45 m |
| Capacidade | 430.000 passageiros/ano |
| Terminal de Cargas | 2.593,60 m² |
| Terminal de Passageiros | 4.094,09 m² |
| Revestimento | Asfalto/Concreto |
| Suporte do Pavimento | PCN 35/R/A/X/U |
| Cabeceira da Pista em Concreto | 60 x 45 m |
| Pátio de Estacionamento de Aeronaves em Concreto | 160 x 124 m |
| Aeronave Tipo | Boeing 737/300 a 800, Airbus A 320 |
| Coordenadas do Aeroporto | 23 28 46S/052 00 44 W |
| Coordenadas NDB | 320 23 28.55S/052 00.21W |
| Freqüência de comunicação p/ circuito de Tráfego Aéreo | 131,95 |
| Equipamentos de Segurança de Vôo Existentes | • SIV – Sistema Informativo de Vôo com voz Digital |
| • PAPI | |
| • Estação Meteorológica | |
| • Farol Rotativo | |
| • Biruta | |
| • Balizamento | |
| • VOR (Previsão de Instalação) | |
| Segurança | • Circuito Interno de vigilância, Monitoramento por 06 câmeras. |
| • Detector de Metais e Inspeção de Bagagens homologado pelo DAC (Departamento de Aviação Civil ) | |
| Pista de Rolamento | • Possui 2 Pátios de estacionamento de Aeronaves - O primeiro com 160 x 124 m totalizando 19.840 m2 em concreto com 4 posições para estacionamento de Boeings - O Segundo com 100 x 99 m totalizando 9.900 m2 |
Para o aeroporto regional está em execução projeto para transformá-lo em aeroporto de carga internacional e aeroporto indústria.
Atuando no trecho que passa por Maringá, a ALL-América Latina Logística (www.all-logistica.com), empresa privada, tem capacidade operacional de 40.000 toneladas/dia, não importando a direção que a carga precisa tomar. São diversos os produtos que podem ser transportados, como por exemplo:
Em volume, os produtos mais importantes embarcados em Maringá, são:
Dentre os Produtos Agrícolas, merece destaque o volume de açúcar embarcado em Maringá com destino ao Porto de Paranaguá e posterior embarque para Europa, observando-se que somente esse produto é responsável por cerca de 28% dos vagões que partem de Maringá.
A ALL tem acesso direto aos portos de Paranaguá (PR), São Francisco do Sul (SC) e Rio Grande (RS). Opera com intermodalidade para atender produtores e industriais, mantendo, para isto, terminais armazenadores em pontos estratégicos para captação de cargas em Maringá, Londrina, Ponta Grossa e Curitiba, no Paraná; Ourinhos e Tatuí, em São Paulo; Porto Alegre, Uruguaiana e Livramento, no Rio Grande do Sul. A partir desses pontos estratégicos, as cargas têm efetiva ligação com outros estados brasileiros e com países do Mercosul.
Para o Mercosul, a ALL tem integração com a Ferrocarril Mesopotânico General Urquiza S/A, da Argentina, mantendo o sistema Cargo Sul, idealizado para o transporte de contêineres com serviço intermodal, “door-to-door”. Este sistema já atende o trecho Campinas-Buenos Aires.
A empresa coloca à disposição do cliente o sistema de comunicação via satélite, o CAC – Centro de Atendimento ao Cliente, por meio do qual é permitido saber a posição atualizada da carga. Em Maringá, onde opera com aproximadamente 6.000.000 toneladas/ano de cargas, dispõe de duas estações de transbordo: Pátio Engenheiro Vicente Montanha, para petróleo e granéis, e o Pátio Maringá, de cargas gerais.
O Pátio Engenheiro Vicente Montanha tem capacidade estática de 231 vagões e capacidade operacional de 170 vagões. O Pátio Maringá tem na área de triagem e formação de trens capacidade estática de 620 vagões e capacidade operacional de 300 vagões e, no pátio de transbordo, capacidade estática de 190 vagões e capacidade operacional de 120 vagões.
Além dos pátios da ALL, o grupo Santa Terezinha possui um terminal de transbordo e armazenagem para açúcar com capacidade operacional de 1,8 milhões de toneladas por ano.
| Produtos | Vagões |
|---|---|
| Soja | 32,00% |
| Farelo de Soja | 33,60% |
| Óleo Vegetal | 1,25% |
| Casca de Soja | 1,25% |
| Açúcar | 28,00% |
| Milho | 0,24% |
| Álcool | 3,70% |

| Produtos | Vagões |
|---|---|
| Óleo Diesel | 25,42% |
| Calcário e Cloreto | 30,00% |
| Gasolina | 13,75% |
| Cimento | 10,05% |
| Adubo | 13,40% |
| Óleo Vegetal | 4,47% |
| Uréia | 1,13% |

A água potável é captada do Rio Pirapó, o maior rio do município, situado no seu limite, distante aproximadamente 10 km da cidade. A infra-estrutura de captação tem capacidade nominal de 88.720 m3 por dia, diante de uma demanda média de 61.190 m3.
A rede de distribuição é de 1.614.121 m. Com as obras em andamento, de ampliação do sistema de tratamento, elevatórias, reservatórios e tubulações, a infra-estrutura estará capacitada para atender à demanda para os próximos 20 anos.
O nível de fluoretação é de 100% e o índice de qualidade de água distribuída é de 100%.
O índice de destinação do esgoto coletado para tratamento é de 100%, através de 775.348 m de rede coletora de esgotos. O tratamento do esgoto é feito pelo sistema RALF – Reator Anaeróbico de Lodo Fluidizado – que permite nível de eficiência de 85%. Sistemas de tratamento secundário serão implantados para elevar a eficiência para níveis entre 92 e 95%.



Telecomunicações
Maringá é atendida pelas seguintes operadoras: Embratel, BrasilTelecom, GVT, Tim, Vivo e Claro.
EMBRATEL (www.embratel.com.br):
SOLUÇÕES DE DADOS, TELEFONIA, SATÉLITE, RÁDIO, TV E INTERNET
A maior rede nacional de fibras ópticas, com mais de 30 mil km de extensão, interligando as principais cidades brasileiras. O maior sistema de satélites da América do Sul, com quatro satélites para comunicações domésticas e mais de 80 estações terrenas no Brasil. A mais extensa rede brasileira de cabos submarinos para conexões internacionais, ligando o País com o mundo. A mais completa rede digital de comunicação de dados, Internet e telefonia da América Latina, que se amplia a cada dia para oferecer mais qualidade e permitir o crescimento da capacidade de tráfego.
Através da Embratel, é possível, a partir de Maringá, falar com qualquer lugar do mundo e transmitir dados em tempo real. Ou, ainda, manter contato com pessoas e empresas através de uma rede virtual ou realizar transações bancárias pela Internet, bem como ligar escritórios e parceiros em diferentes partes do planeta.
Só no território brasileiro são mais de 5 mil municípios com acesso aos serviços de telecomunicações da Embratel. Dispõe também de sistemas de comunicação via satélite ágeis e seguros para transmissão de dados, voz e imagem.
BRASILTELECOM S/A (www.brasiltelecom.com.br)
Atuação:
A BrasilTelecom é a concessionária de telefonia fixa das regiões Sul e Centro-Oeste e dos estados do Acre, Rondônia e Tocantins. Atende o Distrito Federal e nove estados da Federação, onde tem mais de 10,5 milhões de linhas instaladas, mais de 290 mil telefones públicos e taxa de digitalização da rede de 99%.
Em Maringá, o sistema é interligado aos principais centros econômicos do Paraná, do Brasil e do Mercosul por rotas de microondas de alta capacidade e tecnologia digital, e, por rede de fibra óptica, operando com sistema de redundância.
A estrutura de telecomunicações da BrasilTelecom no município de Maringá é atendida por meio de 14 centrais digitais onde estão disponibilizados 131.081 terminais digitais preparados para suprir 100% da demanda em qualquer ponto da área urbana, seja de voz, dados ou imagem.
Em Maringá a Brasiltelecom disponibiliza os seguintes Serviços
Além desses serviços, a BrasilTelecom presta outros vários direcionados a usuários residenciais e empresariais.
GVT – GLOBAL VILLAGE TELECOM (www.gvt.com.br):
A GVT opera em Maringá serviços integrados de telefonia, dados, Internet e longa distância, atendendo o mercado residencial, empresarial e corporativo.
TIM (www.timsul.com.br)
VIVO (www.vivo.com.br):
A VIVO é a operadora da Banda B da telefonia móvel em Maringá. A tecnologia do sistema operacional é o CDMA – Code Division Multiple Access – digital IS-95, Motorola. Na cidade estão instaladas 15 Estações Rádio Base (ERB’s), proporcionando cobertura de todo o perímetro. Os planos de expansão prevêem mais duas estações ERB’s em Maringá, melhorando a cobertura principalmente em alguns bairros.
CLARO (www.claro.com.br) A Claro, operadora de telefonia móvel, atua em Maringá com as tecnologias TDMA e GSM.
Maringá tem dezenove parques industriais implantados ou pela iniciativa privada ou pelo poder público. Todos estão identificados no mapa esquemático 1, que também identifica vastas áreas para a expansão industrial.

Existe projeto para implantação da Cidade Industrial de Maringá conforme demonstrado no mapa a seguir.
O município fornece a infra-estrutura necessária para a instalação de atividades produtivas nas áreas industriais. Este suporte inclui a execução de obras de terraplanagem e preparação de terrenos, passando também pela concessão de descontos no preço de venda dos imóveis. Além disso, concede benefícios fiscais definidos na Lei Municipal nº.4424/97, que instituiu o PRODEM – Programa de Desenvolvimento Econômico de Maringá.
CIDADE INDUSTRIAL DE MARINGÁ
A Cidade Industrial ocupa área de 217 alqueires paulistas (5.251.400 m²), e lesta localizada no extremo oeste da malha urbana, entre as rodovias BR 376, PR 323 e PR 317 e a Ferrovia Sul Atlântico.
A Rodovia BR-376, rumo a oeste, demanda à região de Paranavaí e ao Estado do Mato Grosso do Sul. Na direção leste, conduz tanto ao Estado de São Paulo – capital e várias outras regiões – por meio da BR-369, como a Curitiba, Ponta Grossa e Porto de Paranaguá, via BR-277. A Rodovia PR-323 liga Maringá às regiões de Cianorte, Umuarama e Guaíra, demandando até o Estado do Mato Grosso do Sul e ao Paraguai, através da ponte sobre o Rio Paraná.
Uma segunda opção de acesso ao Mato Grosso do Sul estará disponível com a conclusão de outra ponte sobre o Rio Paraná, na altura de Porto Camargo. Já a PR-317 liga Maringá à região de Campo Mourão, de onde se avança pela BR-277 até Cascavel e Foz do Iguaçu e se tem acesso ao Paraguai e Argentina.
Em direção ao oeste, por via férrea, a ALL – América Latina Logística leva à região de Cianorte e, no sentido leste, interliga-se ao sistema ferroviário nacional, com acessos aos portos de Paranaguá, Santos, Rio de Janeiro e outros, assim como ao sistema ferroviário do Mercosul. A ALL dispõe de uma estação de transbordo, manobra e composição - Pátio Maringá – nas proximidades da Cidade Industrial.
Posicionada nas imediações do Aeroporto Regional de Maringá e da EADI – Estação Aduaneira Interior, a Cidade Industrial conta com esta retaguarda que favorece a intermodalidade de transporte, o recebimento de matérias-primas das principais regiões produtoras brasileiras e dos países do Mercosul e o escoamento de produtos para os mercados consumidores interno, do Mercosul e de outros países.
Quanto à oferta de energia elétrica, é atendida por subestação rebaixadora da COPEL e tem seu perímetro cortado por linha de transmissão de alta tensão, assegurando que o abastecimento de energia elétrica não apresente qualquer tipo de restrição.
O mesmo ocorre com as telecomunicações, que oferecem disponibilidade de redes de fibra óptica – Infovia Paraná da COPEL, Embratel e Telepar. Com relação aos ventos dominantes, a Cidade Industrial encontra-se em posição adequada, pois esses provêem dos quadrantes nordeste e leste, não oferecendo, por isso, risco acidental de poluição do ar para a população da cidade. Esse cuidado é justificado, visto que a Lei de Uso e Ocupação do Solo define que a Cidade Industrial não pode acolher indústrias que representem riscos para o meio ambiente, através da poluição do ar, solo e água.
A área da Cidade Industrial está assentada sobre os divisores de água da região, resultando em relevo que se caracteriza entre o suave o suavemente ondulado, muito favorável à instalação de indústrias. Entre as áreas elevadas, junto aos espigões, e as áreas de baixada, ao longo dos fundos de vales, encontram-se áreas destinadas ao uso residencial, ocupando terrenos com maiores declives. Ao longo dos fundos de vales, encontram-se áreas com 120 m de largura, as quais deverão ser mantidas recobertas com matas ciliares, a fim de proteger da erosão as nascentes e leitos dos cursos d’água, bem como defender os seus caudais de agentes poluidores.
A Estação Aduaneira Interior (www.eadimaringa.com.br), a EADI de Maringá, está habilitada para proceder ao desembaraço sobre rodas e armazenagem em regimes comum e especial, além das operações intermodais – rodoviária/ferroviária. Conta com 24.000 m² de pátio pavimentado e 10.000 m² de área construída, dos quais 5.440 m² referem-se a armazém e 760 m³ são ocupados por câmara frigorífica. Está equipada com postos da Receita Federal e do Ministério da Agricultura/Claspar, agência bancária, sala de despachante e apoio a motoristas, disponibilizando tomadas trifásicas, empilhadeiras, paleteiras, balanças portáteis e rodoviária , bem como toda estrutura de manuseio de contêineres.
Novos suportes de infra-estrutura estão sendo reivindicados, destacando-se a implantação de um Gasoduto e da Hidrovia do Ivaí. De acordo com o esquema a seguir, Maringá estará servida por duas fontes de gás natural a saber:
Existe ainda a possibilidade de uma terceira fonte de gás natural, que seria o gasoduto de Pitanga, onde existe uma jazida de gás natural, em prospecção, localizada a aproximadamente 200 Km de Maringá.
A energia do gás natural constituir-se-á em fonte alternativa, notadamente para as indústrias que demandam energia na forma de calor, representando opção de redução de custo em relação às fontes tradicionais, como lenha e outras biomassas.
O gasoduto viabilizará, ainda, a instalação de uma termelétrica na região, constituindo-se em nova geradora de energia elétrica, aumentando ainda mais a oferta, para melhorar o mix de abastecimento industrial e reduzir o custo do fornecimento.
Distante 50 Km de Maringá, na altura do município de Doutor Camargo, o Rio Ivaí, afluente do Paraná, é a alternativa para o transporte hidroviário na região. Estudos técnicos, em poder do Governo do Estado, indicam que o Rio Ivaí pode se tornar navegável de Doutor Camargo até o Rio Paraná, interligando-se, a partir daí, ao Sistema Tietê-Paraná, que já está em operação.
Este projeto possibilitará melhores condições de abastecimento das indústrias locais com matérias-primas – grãos, gado e etc. – provenientes das regiões Centro Oeste e Norte do País, assim como do Paraguai, com sensível redução dos custos de transportes, acelerando o processo de transformação industrial e gerando ganhos significativos em termos de competitividade internacional. Além disso, um porto fluvial em Dr. Camargo, já servido por ferrovia, permitirá a intermodalidade de transporte; de um lado, para o porto marítimo de Paranaguá, visando à exportação de produtos primários ou industrializados da região de Maringá; de outro, para abastecer desses produtos o interior de São Paulo, por meio dos portos da Hidrovia Tietê, assim como as regiões do Centro Oeste e Norte do Brasil, através da Hidrovia Paraná.
A Hidrovia do Ivaí estará capacita a transportar aproximadamente 6 milhões de toneladas/ano de grãos, fertilizantes, calcário, areia, petróleo, álcool, etc., ligando a região de Maringá a São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraguai. Interligada à Hidrovia Tietê-Paraná, chegará aos estados de São Paulo, Goiás, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, com capacidade potencial de transporte de 35 milhões de toneladas/ano. Com a eventual construção da eclusa de Itaipu, a região estará interligada por hidrovia ao Paraguai, Argentina e Uruguai, podendo atingir esses pontos para receber ou despachar produtos, com custo de transporte competitivo. Além do importante aspecto da redução do custo de transporte, o projeto abre grandes possibilidades para empreendimentos econômicos voltados à exploração turística.