Maringá foi fundada pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná em 10 de maio de 1947, como distrito de Mandaguari. Em 1951, é elevada a Município, tendo como distritos, Iguatemi, Floriano e Ivatuba, que se desmembrou posteriormente. É uma das poucas cidades que tem como data máxima a de sua fundação. Atinge a categoria de Comarca em 1954. A partir de 1998, torna-se sede de região metropolitana, que é integrada também pelos municípios de Sarandi, Paiçandu, Mandaguaçú, Marialva, Mandaguari, Iguaraçú, Floresta, Ângulo e Ivatuba. Os municípios de Itambé e Doutor Camargo, deverão ser integrados a Região Metropolitana de Maringá.
Maringá é uma cidade cujo crescimento obedece a um plano de desenvolvimento urbano. Mas já nasceu assim. A Companhia Melhoramentos Norte do Paraná contratou o arquiteto e urbanista paulista Jorge de Macedo Vieira, que já acumulava em seu currículo projetos como o dos Jardins em São Paulo e de Águas de São Pedro, no interior do Estado de São Paulo.
O arquiteto e urbanista Jorge de Macedo Vieira jamais esteve em Maringá. Entretanto, criou um projeto considerado dos mais arrojados e modernos para a época (1945). Sem conhecer a localidade que planejava seguiu apenas as orientações gerais da Companhia, que exigia largas avenidas, muitas praças e espaços para árvores. A preocupação era de elaborar um plano cujas praças, ruas e avenidas fossem demarcadas, considerando ao máximo as características topográficas da área, a proteção e preservação do verde nativo, tudo conjugado com a organização do uso do solo. Tais preocupações ficam evidentes quando observados os traçados das ruas amplas, em curva de nível, e as avenidas, estas com canteiros centrais. O plano inicial obedeceu às seguintes características:
Mapa –Zoneamento da Cidade de Maringá

Mapa – Tipologia de Uso da Cidade de Maringá

A preocupação ecológica da Companhia foi retratada pelo arquiteto, com o desenho de três áreas ecológicas localizadas no perímetro urbano, duas delas propositadamente desenhadas na forma de pulmão, que são:
1) Horto Florestal Dr. Luiz Teixeira Mendes, área até hoje de propriedade da Companhia Melhoramentos, conta com 17,5 alqueires paulistas, definidos como área de reserva destinada também a produção e reprodução de mudas para composição e reposição da arborização urbana;
2) Bosque Tupinambá ou Bosque II, com aproximadamente 25 alqueires paulistas, constitui-se numa reserva de mata natural localizada no centro da cidade;
3) Parque do Ingá, com 19,5 alqueires paulistas, urbanizado em 1970, tornou-se um dos mais conhecidos pontos turísticos e símbolo da Cidade, juntamente com a Catedral. Conta com Jardim Zoológico, vias para passeio, lago com represa e pedalinhos, além do Jardim Japonês, este em homenagem ao imigrante estrangeiro de maior número populacional.
Além desses, a cidade conta com mais 14 bosques, totalizando 17 áreas que somam mais de 100 alqueires de matas. Os bosques e as milhares de árvores distribuídas nas ruas, avenidas e praças de Maringá proporcionam 26,65 m² de área verde por habitante. Decorre deste fato a designação de Cidade Verde.
Exemplares de Acácia, Quaresmeira, Paineira, Ipê Roxo, Ipê Amarelo, Pata-de-Vaca, Flamboyant, Jacarandá Mimoso, Tamareira do Oriente, Acácia Imperial e Palmeira Imperial, entre outros, estão em toda a cidade.
A arborização em Maringá teve início em 1949, logo após a fundação da cidade e a primeira árvore plantada pode ser encontrada na esquina da Avenida Duque de Caxias com a Rua Joubert de Carvalho, em frente ao antigo escritório da Companhia Melhoramentos.
O nome da cidade foi extraído da canção intitulada “Maringá”, música muito popular na época, composta por Joubert de Carvalho. Daí advém a designação de Maringá como Cidade Canção.
Letra e Música de:
Joubert Gontijo de Carvalho
Joubert Gontijo de Carvalho, nasceu em Uberaba - MG em 6 de março de 1900. Formado em medicina no Rio de janeiro, faleceu na mesma cidade em 1977. A música Maringá foi composta em 1932.
Foi numa léva
Que a cabocla Maringá
Ficou sendo a retirante
Que mais dava o que falá
E junto dela
Veio alguém que suplicou
Prá que nunca se esquecesse
De um caboclo que ficou
Antigamente
Uma alegria sem igual
Dominava aquela gente
Da cidade de Pombal
Mas veio a sêca
Toda chuva foi-se embora
Só restando então as águas
Dos meus óio quando chóra
Estribilho :
Maringá, Maringá,
Depois que tu partiste,
Tudo aqui ficou tão triste,
Que eu garrei a maginá
Maringá, Maringá
Para havê felicidade
É preciso que a saudade
Vá batê noutro lugá
Maringá, Maringá
Volta aqui pro meu sertão
Pra de novo o coração
De um caboclo assossegá.